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MATE 2026: música entre raízes e novos caminhos

MATE 2026: música entre raízes e novos caminhos

11 de Setembro, 2026

ERICK ENDRES, UDI FAGUNDES, MATHIAS 7 CORDAS TRIO E PEDRO CRAVINHO SÃO OS NOVOS NOMES CONFIRMADOS PARA A EDIÇÃO DOS 10 ANOS DO FESTIVAL.

Entre diferentes gerações, linguagens e territórios, a música encontra formas de preservar memórias e, ao mesmo tempo, criar novos caminhos. É também nesse cruzamento que se constrói a programação do MATE 2026, que continua a revelar nomes para a edição que celebra os 10 anos do festival.

Erick Endres, Udi Fagundes, Mathias 7 Cordas Trio e Pedro Cravinho juntam-se à programação que acontece em Coimbra, entre 24 e 27 de outubro, reforçando a presença brasileira e portuguesa numa edição marcada pela circulação internacional e pelo diálogo entre diferentes áreas da música.

Erick Endres (BR | PT)

Natural de Porto Alegre e atualmente residente em Portugal, Erick Endres começou cedo a construir uma carreira marcada pela experimentação. Guitarrista, compositor, cantor, produtor e multi-instrumentista, lançou o primeiro álbum autoral aos 16 anos e passou pelo Lollapalooza Brasil ainda adolescente.

A guitarra ocupa um lugar central no seu trabalho, mas a sua música percorre diferentes territórios, cruzando rock, psicodelia, jazz, funk, música brasileira e ritmos sul-americanos. Entre palcos e colaborações, um dos momentos marcantes da sua trajetória foi a abertura do concerto de Steve Vai, em Porto Alegre.

Hoje, a partir de Portugal, Erick inicia um novo capítulo da sua carreira, colocando referências brasileiras e sul-americanas em contacto com novos músicos, públicos e contextos europeus.

Udi Fagundes (BR | PT)

Da Restinga, em Porto Alegre, a Lisboa, Udi Fagundes construiu uma trajetória em que identidade e circulação internacional caminham lado a lado.

Cantor, compositor e guitarrista, desenvolve uma pesquisa musical que aproxima samba, reggae, sonoridades latino-americanas e diferentes expressões da diáspora africana, território que o próprio artista identifica como as suas “Áfricas”.

A sua experiência internacional ganhou particular dimensão a partir de 2011, quando passou a integrar a banda de Gabriel O Pensador, percorrendo diferentes regiões do Brasil e países de África, Europa, Ásia e Oceania. Desde 2020, estabelecido em Lisboa, aprofunda o diálogo entre Brasil, Portugal e África lusófona, levando para a criação uma identidade profundamente ligada às suas raízes.

Mathias 7 Cordas Trio (BR)

Criado em 2024, o Mathias 7 Cordas Trio reúne Mathias 7 Cordas, Bruno Silva e Samuca do Acordeon numa formação dedicada ao encontro entre choro, jazz e música regional do Rio Grande do Sul.

Através do violão de sete cordas, trompete, flugelhorn e acordeão, o trio revisita obras de nomes como Radamés Gnattali, Jacob do Bandolim e Pixinguinha, ao mesmo tempo que apresenta composições próprias e explora novas possibilidades para a música instrumental brasileira.

Com experiências em palcos como o POAJAZZ, Fórum da Liberdade e Festival Sofá na Rua, o grupo combina tradição e contemporaneidade, mostrando como a memória musical também pode ser ponto de partida para novas criações.

Pedro Cravinho (PT | UK)

A música também pode ser estudada a partir da memória, dos arquivos, das políticas culturais e das transformações sociais que acompanham as suas diferentes expressões.

Etnomusicólogo, historiador de jazz e investigador sénior no Royal Birmingham Conservatoire, no Reino Unido, Pedro Cravinho desenvolve trabalho académico nas áreas de Jazz Studies, arquivos musicais e metodologias de investigação. Na instituição, é responsável por arquivos e coleções de música e orienta projetos de diferentes níveis académicos.

É ainda cofundador e presidente da Rede Portuguesa de Jazz e integra organizações internacionais ligadas à preservação e desenvolvimento do setor, como o National Jazz Archive, em Inglaterra, e o Scottish Jazz Archive, na Escócia.

Autor de trabalhos dedicados à história e às práticas do jazz, tem também participado em projetos internacionais sobre preservação de arquivos, inteligência artificial aplicada ao património musical e estudo das cenas urbanas e diaspóricas.

Entre memória, identidade e inovação

Os novos nomes confirmados acrescentam diferentes perspectivas à programação do MATE 2026. Da experimentação musical à circulação internacional, da valorização das raízes culturais à investigação e preservação da memória, estas trajetórias revelam diferentes formas de compreender o papel da música no presente.

Ao celebrar 10 anos, o MATE continua a aproximar artistas, investigadores e profissionais de diferentes territórios, criando espaço para que experiências distintas possam encontrar-se e gerar novas possibilidades.

A programação continua a ser revelada. Em outubro, Coimbra recebe uma edição especial dedicada a 10 anos de música, arte, tecnologia e educação.

Acompanhe as redes sociais e o site do MATE para conhecer os próximos nomes confirmados e todas as novidades do festival.

 

MATE Festival 2026 — 10 Anos
24 a 27 de outubro de 2026
Coimbra, Portugal