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MATE 2026: Novas trajetórias chegam a Coimbra

MATE 2026: Novas trajetórias chegam a Coimbra

9 de Setembro, 2026

CHICO BRETANHA, AVA ROCHA, KADY E ESTACA ZERO SÃO OS MAIS RECENTES NOMES CONFIRMADOS PARA A EDIÇÃO QUE CELEBRA OS 10 ANOS DO FESTIVAL.

Há diferentes formas de construir cultura. Criando, produzindo, preservando memórias, cruzando linguagens ou levando uma identidade para novos territórios. É nesse espaço de diversidade que o MATE continua a revelar a programação da edição que assinala uma década de atividade.

Chico Bretanha, Ava Rocha, Kady e Estaca Zero são os mais recentes nomes confirmados para o MATE 2026, que acontece em Coimbra entre 24 e 27 de outubro. Quatro percursos distintos que refletem a diversidade artística e profissional presente no festival e a sua aposta na ligação entre diferentes geografias e experiências.

CHICO BRETANHA (BR)

Jornalista, músico e produtor cultural, Chico Bretanha atua na economia criativa desde 1996, com uma carreira dedicada à gestão de artistas, produção executiva, booking e circulação de projetos musicais.

Ao longo do percurso, trabalhou com nomes como Império da Lã, Carlinhos Carneiro, Frank Jorge, Bidê ou Balde, Ultramen, Wander Wildner e 50 Tons de Pretas, entre muitos outros. Desde 2010, é empresário da Bidê ou Balde, acompanhando digressões pelo Brasil e pela América Latina, e é também cofundador e guitarrista do Império da Lã.

A sua trajetória evidencia uma dimensão muitas vezes invisível da cultura: a construção das estruturas e redes que permitem que artistas, projetos e ideias cheguem a novos públicos.

AVA ROCHA (BR | COL)

Cantora, compositora, cineasta, artista visual e performer, Ava Rocha desenvolveu uma obra marcada pelo encontro entre música, cinema, palavra, imagem e performance.

Nascida no Rio de Janeiro e com raízes colombianas, construiu uma identidade artística aberta à experimentação, presente em trabalhos como Ava Patrya Yndia Yracema, Trança e NEKTAR. Ao longo da carreira, apresentou-se em diferentes países e colaborou com diversos nomes da música brasileira contemporânea.

Entre referências brasileiras e latino-americanas, a sua produção transforma diferentes linguagens e influências em matéria de criação, afirmando a multiplicidade como parte essencial da sua identidade artística.

KADY (CV)

Nascida na cidade da Praia, em Cabo Verde, Kady cresceu num ambiente profundamente ligado à música e à memória cultural do país. Filha de Terezinha Araújo, fundadora e vocalista dos Simentera, e neta de Amélia Araújo, conhecida como Maria Turra, carrega uma herança artística que atravessa gerações.

Com experiências de formação no Brasil e nos Estados Unidos e carreira estabelecida em Lisboa, desenvolveu uma sonoridade que aproxima o crioulo cabo-verdiano e o português de referências do afro-soul, R&B alternativo e afro pop contemporâneo.

Depois do álbum Kaminho (2015) e do EP Lumenara (2022), Kady continua a explorar a relação entre ancestralidade e contemporaneidade, como mostram trabalhos mais recentes como Strela Guia, homenagem a Sara Tavares, e o single Emorio.

ESTACA ZERO (PT)

Nascido em Coimbra, o Estaca Zero parte de um instrumento tradicional português para investigar novas possibilidades na música contemporânea. O coletivo tem como ponto de partida o Guitarrinho, cordofone português praticamente esquecido, que ganha uma nova vida através de composições originais e do cruzamento com diferentes linguagens musicais.

O projeto reúne oito músicos e aproxima o instrumento de referências como o folk, a música tradicional, a improvisação e sonoridades cinematográficas. Em 2025, lançou As Aventuras do Guitarrinho no País das Possibilidades, trabalho que transforma o património musical em matéria de experimentação.

Mais do que recuperar um instrumento, o Estaca Zero propõe uma reflexão sobre a própria ideia de preservação: manter uma tradição viva também significa permitir que ela seja reinventada.

Quatro percursos, um espaço de encontro

As novas confirmações reforçam a diversidade de uma edição construída entre criação artística, produção cultural, património, identidade e circulação internacional.

De quem cria estruturas para que a música encontre o público a quem transforma heranças culturais em novas linguagens, o MATE 2026 continua a reunir diferentes formas de pensar e fazer cultura.

A programação continua a ser revelada. Em outubro, Coimbra recebe uma edição especial que celebra 10 anos de música, arte, tecnologia e educação, reunindo artistas e profissionais de diferentes territórios.

Acompanhe as redes sociais e o site do MATE para conhecer os próximos nomes confirmados e todas as novidades do festival.

 

MATE Festival 2026 — 10 Anos
24 a 27 de outubro de 2026
Coimbra, Portugal