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MATE: Uma década de cultura sem fronteiras

MATE: Uma década de cultura sem fronteiras

3 de Setembro, 2026

O Festival regressa ao Convento São Francisco, de 24 a 27 de outubro, reunindo artistas, profissionais e agentes culturais de diferentes geografias.

COIMBRA — Dez anos depois da sua criação em Porto Alegre, o MATE chega a 2026 com uma década de atividade dedicada ao cruzamento entre música, arte, tecnologia e educação. Com Coimbra como uma das principais bases do projeto, o festival e conferência tem vindo a construir uma rede de ligação entre a Ibero-América e a Europa, aproximando artistas, profissionais e estruturas do setor cultural.

Desde a primeira edição, o MATE já envolveu mais de 500 artistas, 2.500 profissionais e representantes de 25 países. O percurso do festival estende-se por diferentes territórios e inclui passagens por cidades como Porto Alegre, São Paulo, Santiago de Compostela, Coimbra e Salónica.

Em Coimbra, o projeto encontrou um espaço de encontro entre diferentes agentes do setor. Programadores, produtores, artistas e profissionais da cultura têm-se cruzado no festival, criando oportunidades de contacto e colaboração que ultrapassam os dias de programação.

O Convento São Francisco tem sido um dos principais palcos desse encontro. Nas diferentes edições realizadas na cidade, passaram pelo espaço projetos de várias geografias, como o Coro das Mulheres da Fábrica, de Portugal, Zudizilla, do Brasil, o Cuarteto Orishas e Daniel Aspuru, do México, e Marta U, do Chile.

Das convocatórias à criação de novas redes

A internacionalização está também presente na forma como o MATE estrutura as suas oportunidades para artistas. As convocatórias do festival procuram ir além da seleção de projetos para apresentação, criando condições para o contacto entre criadores e profissionais de diferentes mercados.

Ser selecionado numa convocatória do MATE é mais do que subir ao palco. A participação no festival pode abrir portas para novos encontros profissionais, circulação artística e integração em redes de cooperação internacional.

As convocatórias de 2026 abrangem artistas de diferentes áreas disciplinares e fazem parte de uma estratégia que procura aproximar projetos artísticos de programadores, produtores e outros agentes culturais. A participação no MATE inclui ainda o acesso a momentos de conferência, formação e networking, contribuindo para o desenvolvimento profissional e para a criação de novas possibilidades de circulação.

Mais do que concentrar-se na apresentação de espetáculos, o festival procura assim funcionar como espaço de encontro e construção de relações entre diferentes contextos culturais.

 

Dez anos de MATE em Coimbra

A edição comemorativa dos dez anos realiza-se entre 24 e 27 de outubro, no Convento São Francisco, e outros locais parceiros, em Coimbra. Ao longo de quatro dias, o programa reúne showcases, conferências, encontros profissionais e residências artísticas.

A edição de 2026 dá continuidade a um percurso iniciado há uma década e reforça o papel do MATE enquanto plataforma de encontro entre artistas, profissionais e territórios, com especial atenção às ligações entre Portugal, Brasil, América Latina e Europa.