MATE soma 500 horas de formação em dez anos
27 de Agosto, 2026
Ao celebrar dez anos de existência, o MATE reforça a sua vertente educativa com programas focados no desenvolvimento de públicos, na capacitação profissional e na transformação das indústrias culturais e criativas.
Assinalando uma década de atividade, o MATE destaca a educação e a formação artística como um dos pilares estruturantes do seu projeto. Sob o acrónimo que junta Música, Arte, Tecnologia e Educação, o festival contabiliza mais de 500 horas de capacitação e formação promovidas ao longo do seu percurso, criando espaços de aprendizagem, partilha de conhecimento, desenvolvimento de competências e encontro entre diferentes agentes do setor cultural.
Ao longo das suas edições, a formação assumiu diferentes formatos, entre workshops, masterclasses, mentorias, residências artísticas, palestras, talks, painéis e encontros profissionais. Mais do que momentos de transmissão de conhecimento, estas iniciativas aproximam a aprendizagem da prática, permitindo experimentar ferramentas, desenvolver competências, criar em conjunto e trocar experiências diretamente relacionadas com os processos da música, da arte, da tecnologia e da cultura.
A programação formativa também acompanhou as transformações do setor e a emergência de novas práticas e linguagens. Entre os temas abordados encontram-se a elaboração de projetos, o live looping, o marketing, os instrumentos musicais, a inteligência artificial, os novos media e a tecnologia XR, os direitos de autor, a gestão de carreiras, a sustentabilidade, a diversidade e a internacionalização.
Esta dimensão de capacitação assenta também na partilha de experiências entre profissionais, artistas, criadores, investigadores, gestores e estudantes. Palestras, talks e painéis tornam-se, assim, espaços de encontro e discussão, onde diferentes percursos e conhecimentos se cruzam para pensar desafios do setor, partilhar ferramentas e imaginar novos caminhos.



Paralelamente à capacitação do tecido profissional, a dimensão pedagógica do MATE estende-se ao contexto comunitário e escolar. Através da iniciativa «A Cidade Aprende», o festival promove ações junto de públicos escolares e comunidades locais, procurando estimular a fruição cultural e proporcionar novos contactos com as práticas artísticas.
Para o MATE, formar públicos e formar profissionais são dimensões complementares de uma mesma estratégia. Formar públicos é criar novas relações com a cultura. Formar profissionais é criar ferramentas para transformar ideias em oportunidades. Neste sentido, a educação não surge como uma dimensão isolada da programação, mas como parte de um processo mais amplo de aproximação entre pessoas, conhecimento, criação e território.
Ao longo de dez anos, estes encontros deixaram também uma memória composta por ideias, experiências, metodologias, histórias e aprendizagens. Preservar essa memória significa permitir que o conhecimento continue a circular entre pessoas, projetos, territórios e gerações, prolongando os efeitos da formação para além do período do festival.
Ao juntar artistas, estudantes, docentes, profissionais e agentes do setor num espaço partilhado de aprendizagem e criação de redes, o MATE reafirma o compromisso de contribuir para a sustentabilidade e o futuro do ecossistema das indústrias culturais e criativas. Mais do que apresentar artistas e novas ideias, o festival procura criar condições para formar pessoas, partilhar conhecimento, provocar perguntas e construir ferramentas que possam continuar a gerar novas possibilidades.
Porque, para o MATE, cultura também é educação.
