MATE 2026: novos encontros entre arte, comunidade e criação
19 de Setembro, 2026
VICTOR SOMMA, LEIDE IN THE MIRROR, ALEX LIMA, JULIANA MARCONDES E INCLUDANZA JUNTAM-SE À PROGRAMAÇÃO DA EDIÇÃO QUE CELEBRA OS 10 ANOS DO FESTIVAL.
A criação artística pode assumir muitas formas. Pode nascer da experimentação sonora, da pesquisa sobre a memória, do trabalho com a matéria ou da construção de espaços onde diferentes corpos e experiências encontram lugar. Essa diversidade também está presente na programação do MATE 2026.
Victor Somma, Leide in the mirror, Alex Lima, Juliana Marcondes e Includanza são os mais recentes nomes confirmados para a edição que acontece em Coimbra, entre 24 e 27 de outubro. Entre música, artes visuais, educação, cerâmica e artes performativas, os projetos aproximam criação e participação e reforçam a dimensão multidisciplinar do festival.
ViCTOR SOMMA (PT - BEL)
Flautista, compositor e educador paulista radicado na Bélgica, Victor Somma desenvolve uma pesquisa que aproxima tradições afro-ameríndias e referências da música brasileira de novas possibilidades tecnológicas e da composição contemporânea.
No projeto Minimal Dreams, sobrepõe diferentes flautas através de pedais de loop, criando paisagens sonoras em que composição e improvisação convivem. A sua obra já passou por festivais e convenções na Europa, Estados Unidos e Brasil, incluindo a National Flute Association Convention e a Convention Internationale de la Flûte.
A sua atividade estende-se ainda à educação, à acessibilidade e a projetos comunitários, mostrando como a música pode ser simultaneamente espaço de experimentação, aprendizagem e encontro.
Leide in the mirror (PT)
Com uma sonoridade que cruza spoken word, soul e jazz, o Leide in the mirror explora temas sociais e questões contemporâneas através de uma abordagem direta e visceral.
Liderado pela vocalista Nádia Marques, o projeto conta com Carolina Moura na direção musical, teclados e flauta, Rafael Morgado no baixo, Pedro Antunes na bateria e Alexandra Caeiro no trompete.
Entre palavra, ritmo e improvisação, o coletivo transforma o palco num espaço de expressão e diálogo, propondo uma experiência marcada pela intensidade e pela proximidade com o público.
ALEX LIMA (PT - BR)
Músico, intérprete, designer, arte-educador, agente cultural e artista multimédia, Alex Lima desenvolve um trabalho que parte da pesquisa sobre a cultura popular brasileira.
Nascido no Rio de Janeiro e criado no Rio Grande do Norte, iniciou a sua formação musical na UFRN e percorreu diferentes regiões do Brasil em processos de recolha de cantigas, brincadeiras e património oral. Atualmente em Portugal, aprofunda essa investigação como doutorando em Arte Contemporânea na Universidade de Coimbra.
O seu trabalho coloca memória e tradição em diálogo com novas linguagens artísticas, cruzando música, educação e experimentação visual.
JULIANA MARCONDES (PT - BR)
Entre arte, cuidado e comunidade, Juliana Leitão Marcondes desenvolve uma prática em que a cerâmica assume também uma dimensão terapêutica e de encontro.
Ceramista e terapeuta ocupacional, trabalhou durante uma década com práticas artesanais aplicadas ao desenvolvimento e bem-estar. A cerâmica tornou-se posteriormente o centro da sua pesquisa, aprofundada desde que se estabeleceu em Portugal.
Em Coimbra, integra o ecossistema criativo da Lufapo Hub, onde desenvolve workshops dirigidos a diferentes públicos. O seu trabalho demonstra como a criação manual pode ser também uma ferramenta de presença, partilha e construção coletiva.
INCLUDANZA (ESP)
Criado em 2022 pela Fundação BRIAN, em Palencia, o Includanza é um projeto de dança e artes cénicas formado por artistas com deficiência intelectual. O grupo já apresentou o seu trabalho perante mais de 5.000 espectadores e em dezenas de localidades.
No MATE 2026, apresenta IRIS, espetáculo criado e dirigido por Natali Camolez que utiliza a capacidade da íris de regular a luz como metáfora para diferentes formas de percecionar a realidade. A proposta combina movimento, respiração, tato e criação coletiva numa experiência cénica inclusiva.
Além do espetáculo, Natali Camolez orientará um workshop de dança criativa e inclusiva, aberto à exploração do movimento, da improvisação e da construção coletiva.
Criar também é abrir espaço.
As novas confirmações mostram diferentes formas de pensar a criação artística: experimentar novas sonoridades, recuperar memórias, trabalhar com a matéria, aproximar arte e cuidado ou transformar o palco num espaço acessível a diferentes corpos e experiências.
É também através destes cruzamentos que o MATE constrói a sua programação, aproximando artistas, comunidades e profissionais e criando espaços para que diferentes linguagens possam encontrar-se.
A programação do MATE 2026 continua a ser revelada. Em outubro, Coimbra recebe a edição que celebra 10 anos de música, arte, tecnologia e educação, com projetos vindos de diferentes territórios e áreas da criação.
Acompanhe as redes sociais e o site do MATE para conhecer os próximos nomes confirmados e todas as novidades do festival.
MATE Festival 2026 — 10 Anos
24 a 27 de outubro de 2026
Coimbra, Portugal
