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MATE 2026: entre o jazz, a criação e novas formas de encontro

MATE 2026: entre o jazz, a criação e novas formas de encontro

19 de Setembro, 2026

BRAD JONES, DARRYL HURS, LORENA NUNES, ELODIE BOUNY E BANDA CASA CANTANTE SÃO OS NOVOS NOMES CONFIRMADOS PARA A EDIÇÃO QUE CELEBRA OS 10 ANOS DO FESTIVAL.

Da improvisação do jazz nova-iorquino às estratégias de internacionalização da música independente, passando pela valorização da memória, pela criação autoral e pela educação através da música, os novos nomes confirmados para o MATE 2026 refletem a diversidade de caminhos que atravessam o setor cultural.

A edição que celebra os 10 anos do festival continua, assim, a reunir artistas, profissionais e projetos com percursos distintos, mas ligados pela capacidade de criar novas relações entre música, território, conhecimento e comunidade.

BRAD JONES (USA)

Nascido em Nova Iorque, o baixista e contrabaixista afro-americano Brad Jones construiu uma trajetória ligada à evolução do jazz e da música improvisada. Com formação em educação musical, desenvolveu um percurso marcado pela versatilidade entre o baixo elétrico e o contrabaixo acústico.

A partir do final dos anos 1980, passou por projetos como os Jazz Passengers e formações lideradas por Marc Ribot. Na década seguinte, trabalhou com nomes como Muhal Richard Abrams, Elvin Jones e Ornette Coleman, com quem participou do álbum Tone Dialing, de 1995.

Como líder e compositor, esteve à frente de projetos como AKA Alias, Brad Jones Quartet e Avant Lounge, consolidando uma linguagem que aproxima tradição, experimentação e inovação.

DARRYL HURS (CAN)

Com mais de três décadas de experiência na indústria musical, o canadiano Darryl Hurs atua nas áreas de desenvolvimento artístico, eventos ao vivo, exportação, branding e plataformas digitais.

É fundador do INDIE WEEK, festival e conferência de showcases independentes criado em Toronto em 2003, e do DIT, rede internacional que reúne cerca de 5 mil artistas e profissionais da indústria em mais de 30 países.

Atualmente, lidera o lançamento da Music From Canada, organização dedicada à internacionalização da música canadiana, através de iniciativas como o programa NATIONxNATION. O seu percurso inclui ainda passagens pela CD Baby / Downtown Music e pela Live Nation, além da participação em conferências internacionais dedicadas ao setor musical.

lorena nunes (BR)

Nascida no Rio de Janeiro, filha de pais paraenses e criada em Fortaleza, Lorena Nunes desenvolve desde 2011 uma carreira independente marcada pelo encontro entre diferentes referências culturais.

A artista define a sua linguagem como Afropop Tropical, cruzando soul, reggae, afrobeat, jazz e ritmos afro-brasileiros. Em 2014, lançou Ouvi Dizer Que Lá Faz Sol, dedicado a compositores cearenses contemporâneos, seguindo-se La Mar, trabalho que aprofunda a relação entre ancestralidade, afeto e movimento.

Com apresentações em países como Cabo Verde, Portugal, Espanha, França, Itália, Bélgica e México, Lorena também desenvolve trabalho ligado à autogestão de carreiras e ao empreendedorismo cultural, aproximando criação artística e economia criativa.

elodie bouny (fr - pt)

A violonista, compositora e produtora franco-brasileira Elodie Bouny chega ao MATE com Echoes of Baden, projeto dedicado à obra e ao legado de Baden Powell.

Desenvolvido com o apoio de Philippe Baden, filho do compositor, o trabalho teve acesso a manuscritos inéditos e ao último violão utilizado por Baden Powell, instrumento no qual o próprio álbum foi gravado.

O repertório combina obras emblemáticas, peças inéditas e composições originais de Elodie, estabelecendo um diálogo direto com a linguagem do mestre brasileiro. O projeto conta ainda com colaborações de nomes como Anat Cohen, Mateus Donato, Philippe Powell e Steven De Bruyn.

Mais do que uma homenagem, Echoes of Baden propõe uma leitura contemporânea da tradição do violão brasileiro, aproximando memória, criação e novas sonoridades.

BANDA CASA CANTANTE (BR

De Ponta Grossa, no Paraná, a Banda Casa Cantante apresenta Músicas para Cantar e Aprender, espetáculo que aproxima música e educação através de uma experiência participativa dirigida a crianças, famílias e educadores.

Criado pelos artistas e educadores Juliani Ribeiro e Joãozinho, o projeto combina canções autorais, cultura brasileira e práticas pedagógicas, utilizando o canto, o movimento e a escuta como ferramentas de aprendizagem.

Com mais de 30 anos de trajetória e um trabalho que já alcançou mais de 45 mil crianças em diferentes cidades, escolas e festivais, a banda leva ao palco uma proposta em que a música funciona também como espaço de descoberta, criatividade e encontro entre gerações.

Cinco percursos, diferentes formas de criar.

Entre o jazz de vanguarda, a circulação internacional, a reinvenção de legados, a música independente e a educação artística, os novos nomes confirmados ampliam a diversidade da programação do MATE 2026.

Percursos que mostram diferentes formas de pensar e fazer cultura e que, em outubro, encontram em Coimbra um novo território de diálogo.

Acompanhe as redes sociais e o site do MATE para conhecer os próximos nomes confirmados e todas as novidades da edição comemorativa.

MATE Festival 2026 — 10 Anos
24 a 27 de outubro de 2026
Coimbra, Portugal